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Cassiopeia Santa Rita

Minh'alma é mar

Hoje pus os pés na areia áspera

E foram eles beijados pela ressaca das ondas.

Meu corpo vira espuma e já sou leve,

Não sou mais eu; sou o mar.


Em minh'alma navegam as caravelas

Desbravando o abismo azúleo e bravio

que abarca em si os segredos da vida.

Há no ondular das águas aquela ânsia pelo Infinito,

A febre de Eternidade,

O pressentimento de descoberta de novas terras para fazer minhas.

Tudo isso em meu coração.


Também sou quase céu, porque sou mar

E nada me separa do Infinito senão uma tênue linha que não se alcança.

Nunca se alcança; mas não me entristeço,

Porque afinal, ao menos,

As estrelas da noite refletem em mim.